1 de março de 2013

Programação Cultural

Próximo domingo (10/03) no Espaço Nascente.


Contação de histórias para bebês 

(contadora de história, atriz e arte-educadora)


“O peixe que queria ser pássaro” (criação da contadora).

Debaixo d’água um peixe sonha em conhecer as copas das árvores e aprender a voar.

Quando: 10/03/2013

Horário: 11 horas

Duração: 30 minutos

Entrada: 5 reais (por adulto)
*criança não paga

Informações:


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26 de fevereiro de 2013

Como detectar transtornos de aprendizagem


Pesquisas mostram que, em países em desenvolvimento cerca de 40% dos alunos de séries iniciais têm dificuldades de aprendizagem. Destes, apenas 6% têm distúrbios de origem neurobiológica.

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Em toda sala de aula, há estudantes que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? Há quem fique anos sem conseguir se adaptar ao ritmo das turmas ou mesmo aprender o básico – ler e escrever. Pais e professores são os primeiros a perceber sinais de que algo não vai bem. Porém, nem sempre conseguem identificar as causas do problema.
Problemas com métodos de ensino são os que mais afetam o desempenho das crianças (Foto: Welinton/SXC.hu)
Em geral, os docentes não são preparados para perceber o que impede o aprendizado dos alunos, diz Sandra Torresi, professora de neuropsicologia na Universidade de Morón, na Argentina. Ela diz que eles não são obrigados a fazer diagnósticos, até porque isso depende da avaliação de diversos profissionais, como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropsicólogos, neurologistas, psiquiatras, entre outros. “Mas ainda falta compreensão sobre o processo de aprendizado em si. Muitos professores não conhecem nem o desenvolvimento normal das crianças. E só ensina bem quem sabe como se aprende”, afirma Sandra.

No Brasil e em outros países em desenvolvimento, pesquisadores estimam que de 40% a 42% dos alunos nas séries iniciais tenham dificuldades para aprender. Destes, 4% a 6% têm transtornos de origem neurobiológica.
As dificuldades no aprendizado podem decorrer de falhas no método de ensino e no ambiente escolar. Também podem pesar fatores relacionados à vida familiar e a condições psicológicas da criança.

Nos transtornos ou distúrbios de aprendizagem, há problemas em áreas específicas do cérebro. “Há uma característica de origem genética, neurobiológica. A criança nasce com uma falha de processamento. Não quer diz que não vá aprender, ela vai, só que de uma forma diferente”, diz Sylvia Ciasca, livre-docente em neurologia infantil na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Laboratório de Dificuldades, Distúrbios de Aprendizagem e Transtornos da Atenção (Disapre) da instituição. Segundo a professora, os distúrbios são mais raros que as dificuldades escolares.

Rosa Maria Junqueira Scicchiato, psicopedagoga e professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que, em sua experiência de atendimento clínico, é mais comum se deparar com problemas do sistema educacional. “Já vi casos de meninos que não sabiam ler e escrever porque nunca ninguém tinha sentado com eles e ensinado. Apenas isso. Não tinham nenhum transtorno. Foi só dar atenção, usar método adequado, e eles aprenderam.” Para ela, salas lotadas e formação de professores deficientes em todo país são os maiores vilões do ensino.

Quais são os principais transtornos

As pesquisas científicas sobre distúrbios de aprendizagem são relativamente recentes – ganharam relevância a partir dos anos 1980. Ainda não existem testes padronizados mundialmente para diagnosticá-los, embora haja referências importantes. Com isso, é difícil encontrar crianças com diagnóstico fechado de outros transtornos além dos mais conhecidos como dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou sem Hiperatividade (TDA).

A dislexia é um distúrbio específico das operações relacionadas ao reconhecimento das palavras, segundo definição do livro Transtornos da Aprendizagem: Abordagem neurobiológica e multidisciplinar, da neuropediatra brasileira Newra Tellechea Rotta e outros autores (Editora Artmed). Os disléxicos têm dificuldade para identificar as letras com precisão e velocidade e para formar as sílabas. Há diferentes graus de comprometimento e os sintomas variam conforme a idade. Crianças em fase escolar costumam sofrer para adquirir a habilidade de leitura e escrita e, quando conseguem, fazem tudo num ritmo mais lento que os colegas. Para elas, são atividades penosas copiar textos da lousa, escrever redações e fazer provas dissertativas.

Um adulto com dislexia apresenta falhas principalmente no hemisfério esquerdo do cérebro e em regiões parietais – áreas responsáveis pelo processamento da linguagem. Elas acabam sendo menos ativadas do que deveriam no momento da leitura e da escrita. Com tratamento, o disléxico consegue aumentar a ativação das regiões, mas nunca da mesma maneira que uma pessoa sem o transtorno. Sylvia Ciasca, da Unicamp, afirma que o cérebro é capaz de se adaptar e encontrar outras formas de cumprir suas funções.

O TDAH e TDA não são definidos, necessariamente, como transtornos de aprendizagem, mas, por afetar a atenção e concentração – aspectos essenciais para os estudos – geralmente causam dificuldades. Além disso, é comum a coexistência de distúrbios. “De cada 100 crianças com TDAH, 10 a 15 também apresentam outro transtorno de aprendizagem”, diz Luis Augusto Rohde, livre-docente pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor de psiquiatria da infância e adolescência na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Segundo ele, há grande diferença entre uma pessoa com algum grau de agitação e uma desatenta e hiperativa. “Passa a ser problema de saúde quando traz prejuízos na vida do indivíduo.” A criança com o transtorno tem sintomas persistentes em diversos ambientes – na escola, com a família e os amigos. Está praticamente todo tempo em movimento e sofre para se focar em apenas uma atividade.

Outros distúrbios – menos diagnosticados, porém cada vez mais estudados – são as discalculias, as disgrafias e o transtorno não verbal.

Um estudante com discalculia é aquele incapaz de aprender matemática. Não se trata de dificuldades pontuais em algumas séries em que a disciplina fica mais exigente, mas da impossibilidade de aprender conceitos básicos. “A criança com o transtorno pensa em outra lógica e não consegue, por exemplo, transformar quantidades em números ou entender que a sequência numérica é da esquerda para a direita”, afirma Ângelo Rezende, neurologista da infância e adolescência e pesquisador da Universidade de São Paulo. Ele conta o caso de uma menina de 9 anos, com quadro grave de discalculia, que decorou os números, mas não tinha entendido o que representavam. Para ela, cada um deles era um personagem diferente em uma história. Estudos com ressonância mostram que, no cérebro das crianças com discalculia, há menor ativação nas regiões pré-frontal e parietal durante as tarefas de cálculo.

As disgrafias são os transtornos relacionados à escrita. São causados por falhas em áreas do cérebro responsáveis pela parte motora fina (lobo frontal). As pessoas com dificuldades nesse campo não conseguem controlar plenamente pequenos músculos em suas mãos. Os problemas da escrita atrapalham a comunicação e exigem muito esforço dos estudantes, que, por vezes, ficam com pouca energia para prestar atenção no conteúdo do texto. “Normalmente, o computador é um grande aliado no tratamento dessas crianças”, afirma Sandra Torresi, da Universidade de Morón.

O transtorno não verbal (Tanv) é um tipo raro de distúrbio e está ligado a procedimentos de estudos. A psiquiatra Gabriela Dias, especialista em saúde mental e desenvolvimento infantil pela Santa Casa do Rio de Janeiro, diz que o Tanv afeta principalmente a coordenação motora, a percepção sensorial e espacial e as habilidades sociais. Alguns dos sintomas são semelhantes aos de crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas costumam ter poucos amigos, fazem interpretação literal de eventos e mantêm conversas fora de contexto. Também têm dificuldades para analisar, organizar e sintetizar as informações.

Todos os especialistas ouvidos por ÉPOCA deixam claro que nenhuma criança com dificuldades de aprender ou distúrbios tem inteligência abaixo do normal. Elas precisam apenas de outras estratégias e, muitas vezes, de atendimento especializado para avançar nos estudos. “Quando não conseguem aprender, as crianças sofrem. E são chamadas de desinteressadas, preguiçosas, burras”, diz Sandra Torresi. “Elas precisam de atenção, métodos de ensino adequados, estímulos positivos e que alguém mostre a elas o que fazem bem, não apenas no que vão mal.”


Serviço:

Atendimento à crianças com dificuldades e distúrbios de aprendizagem, orientação à pais e professores, acompanhamento escolar, com a Pedagoga Adriana dos Santos Vignone., aqui no Espaço Nascente.

Informações:

espaconascente@gmail.com
(11) 3672-6561 / 2548-6383


20 de fevereiro de 2013

Grupo de Promoção e Apoio ao Aleitamento Materno

Foto: Espaço Nascente (arquivo)

Toda vez que a gente vê uma imagem plácida de uma mãe amamentando, pensa “coisa mais linda do mundo”. E junto com este pensamento, vem à ideia de que é algo natural e que, por isso, naturalmente vai dar certo.

No entanto, são muitas as mulheres que enfrentam alguma dificuldade ao amamentar pela primeira vez ou em situações especiais. Nem todas conseguem ter a ajuda e o apoio necessários para conseguir conduzir bem o processo de aleitamento e muitas acabam desistindo de amamentar ou optando por saídas, como os leites de fórmula e complementos.

A amamentação é um momento de (re)conhecimento entre mãe e filho e de criação de laços e de vínculos, por isso, deve ser cuidadosamente respeitado por outros cuidadores, família e amigos.

No Grupo de Promoção e Apoio ao Aleitamento Materno do Espaço Nascente, as mães tem um momento para partilharem experiências e tirarem dúvidas, tais como: “será que meu bebê mama muito?”, “será que tenho pouco leite?”, “meu bebê mama o tempo todo, isto é normal?”, “meu bebê acorda a noite toda para mamar?”, “vou voltar ao trabalho como faço para continuar amamentando?”, enfim todas as questões que podem abalar a confiança na capacidade de amamentar seu filho.

O importante é, quando a mãe estiver com alguma dor ou qualquer dificuldade para amamentar, procure ajuda especializada.

Devemos lembrar que nas situações em que surjam questões muito especificas, o grupo pode não ser o lugar certo para trata-las. Nestes casos a consulta individual poderá ser mais útil ( bebê não consegue pegar o peito, muito irritado durante a mamada, problemas na mama, tais como ingurgitamento , trauma mamilar , mastite e etc.).Contamos com a possibilidade de agendamento individualizado com profissional especializado  que poderá acompanhar a mamada e auxiliar nas suas dificuldades.

Grupo de Promoção e Apoio ao Aleitamento Materno:
Terça-feira, das 14h às 16h.

Investimento: 30 reais por encontro ou 100 reais por quatro encontros (não precisam ser sequenciais).

*Horário das consultas individuais: Terça-feira, das 16h às 18h. Também são realizados atendimentos em domicilio em forma de plantão em qualquer dia ou horário previamente combinado.

Responsável:
Andrea Santos
Fonoaudióloga, especialista em aleitamento materno pelo International Board Certified Lactation Consultant desde 2001 e Conselheira em Aleitamento Materno pelo OMS/Ministério da Saúde.


14 de fevereiro de 2013

Carnabebê: o primeiro passo de um ano musical no Espaço Nascente


No último sábado, dia 9, o Espaço Nascente deu o grito de carnaval da programação para bebês na cidade de São Paulo. Foi o Carnabebê, que reuniu mais de cem pessoas e contagiou as famílias para começar a folia. A programação musical e as atividades lúdicas ficaram por conta de Edsângela Holanda, colaboradora do Espaço Nascente, onde realizada atividades musicais durante todo o ano.

“O Carnaval com os bebês foi emocionante e inesquecível! Foi super alto astral, com participação dos pais cantando as canções desde cirandas, canções folclóricas infantis, marchinhas de carnaval, cacuriás do Maranhão (que falam nos bichos como o "jacaré que sacode o rabo" e o "caranguejinho com suas garrinhas"). Para cada canção, tínhamos um instrumento musical diferente para os bebês tocarem ou uma brincadeira com lenços, fitas, iô-iô chinês e outros objetos. A diversão foi geral entre adultos, bebês crianças e até as vovós presentes!”, relembra Edsângela.

Os pais se entregaram à festa e se tornaram brincantes: entraram embaixo de tecidos transparentes e imaginaram junto com seus filhotes que estavam numa "casa muito engraçada". “Foi super mágico e contagiante o coro cantando”, conta Edsângela. A lembrança da atividade vai ficar para além da percepção e das sensações. As mães e pais presentes confeccionaram e customizaram um ganzá (instrumento musical percussivo) para brincar em casa com seus bebês e crianças.

Música o ano inteiro

O trabalho de Edsângela no sábado foi direcionado para uma atividade de carnaval. “Procuramos levar o ritmo das marchinhas e um pouco de nossa riqueza musical para imergirmos os bebês e crianças nesse universo da nossa história da música brasileira de qualidade”, explica, contando que os foliões foram animados por violão, percussão e saxofone.

Já o trabalho de musicalização que ela realiza nas aulas semanais para bebês e crianças no Espaço Nascente tem um pouco destes e de outros elementos da linguagem musical (altura, timbre, intensidade, duração, história da música, estilos musicais, ritmos brasileiros e família dos instrumentos). “Tudo apresentado de forma lúdica e respeitando o ritmo da criança, isto é: levamos os bebês e as crianças à sensibilização musical de forma interativa, envolvendo-os a todo momento com os sons”, diz.

O mascote Serafim, que foi responsável pelo ponto alto da festa de carnaval, também está presente nas aulas de musicalização com suas histórias como: " o trem na estação", " a floresta", " o mar", " o gato na tuba", e faz os bebês e as crianças se envolverem o tempo todo na aulas que estimulam o movimento, a coordenação, a fala e fortalecem o vínculo mãe e filho. “Nas aulas, utilizo mais de 200 instrumentos musicais diferentes como estímulo auditivo, motor e criativo”, explica Edsângela.

Ela explica que é o trabalho de musicalização para os bebês é importante na primeira infância, pois as aulas de música não tem o objetivo de formar músicos; “se isso acontecer será uma consequência dos estímulos ofertados a essa criança”, diz. As aulas de musicalização desenvolvem e estimulam elementos que vão além disso, promovendo vivências importantíssimas para a  vida, para o cotidiano, para a  rotina diária.

“Fica difícil descrevermos tudo que a musicalização estimula e desenvolve”, conta Edsângela. Mas ela faz um esforço de elencar alguns benefícios:

·         Amplia o seu vocabulário através de histórias contadas e cantadas; estimula cada vez mais o processo de comunicação e de interação social; estimula a criatividade e imaginação.
·         Desenvolve a audição, exercita a memória, melhora a atenção, concentração e orientação espacial.
·         O bebê ou a criança é imerso nos gêneros musicais folclórico, popular e erudito de forma que essa relação som e corpo promove um enriquecimento da comunicação corporal.
·         O estímulo ao cantar através das brincadeiras musicais e histórias cantadas e contadas promove uma vivência ampla, melódica, rítmica e prosódica; amplia as possibilidades de comunicação vocal, autoconhecimento e autoestima;
·         A oferta de múltiplos materiais e instrumentos musicais pesquisados exclusivamente para esse trabalho promove um estímulo maior nos campos visuais e táteis ampliando assim toda a sua percepção sensorial;

Serviço – aulas de musicalização

Para se inscrever nas aulas, é simples: basta entrar em contato com o Espaço Nascente.

As aulas acontecem todas as QUARTAS-FEIRAS das 14:30 às 15:30 (grupo de bebês de  6 meses a 2 anos); e das 15:30 as 16:30 (grupo de crianças acima de 2 anos).

Bebês a partir de 6 meses podem fazer. 




Fotos: arquivo