11 de junho de 2012

Sobre os conselhos, comentários e julgamentos no pós-parto

Acho que uma das coisas que ouço os pais mais reclamarem nos grupos de pós-parto é sobre as falas dos outros a respeito de suas escolhas e modos de agir com seus filhos e filhas. Queria fazer um recorte sobre este tema – que é super amplo, e que dá muito pano pra manga – e aprofundar em um aspecto que acho importante.
O casal, ou a mãe, muito provavelmente estão vivendo a chegada de um(a) filh@ pela primeira vez e, se não, ainda assim, cada filho é um filho, e somos sempre diferentes a cada nova experiência.  Usei a palavra experiência não à toa. A experiência, o experimentar, acaba, muitas vezes, sendo obscurecido debaixo da enxurrada de conselhos, comentários e julgamentos que caem sobre vossas cabeças... e quando eles vêm, fecha o tempo.  Acaba a brincadeira e pode vir a raiva, o medo, a insegurança.
Qualquer semelhança com o universo infantil não é mera coincidência... a gente pode, pela culpa e pela raiva, perder de vista o que exatamente está se dando e que, aliás, é o essencial: que nós possamos experimentar modos de ser e chegar às nossas próprias descobertas. Os conselhos e comentários podem até nos servir de referência, porém, de nada servem se não pudermos senti-los adequados a nós, e isso só se dá por meio do nosso contato real com a experiência. Senão é mera reprodução.
Se tem uma coisa que a criança desperta e continuará despertando em seus pais é a novidade. Porque que então, os pais deveriam saber como ser? E uma vez sendo alguma coisa, dentre tantas possibilidades, ela também não pode ser uma via de conhecimento, válida e legítima? E qual o problema em rever tudo depois, reinventar, a partir de necessidades ou sentimentos reais? Não é assim que os cientistas e artistas – exploradores por excelência – são e agem?
Se pudermos cultivar o ser explorador em nós, também acolheremos essa possibilidade em nossos filhos, que desde cedo são exatamente assim: pequenos descobridores, que desbravam essa aventura que é a vida. E quantos tesouros eles desvendam... Certo e errado, bom e mal, ganham consistência assim. Não porque me disseram, mas porque descobri assim. Ampliam-se assim as possibilidades de estar na vida, e ganha-se algo precioso: a maturidade.
Texto: Cristina Toledano, Psicóloga.
Encontros:
- Grupo de mães no pós-parto, todas as segundas, das 14h às 16h.
  Mês de junho: 16 e 30/06, das 13h às 14h30.


5 de junho de 2012

Oficina de Mandalas




     OFICINA DE MANDALAS PARA FAMÍLIA

A mandala é um círculo sagrado, o ciclo da vida em contínuo movimento. Venha participar da atividade de criar, pintar e contemplar mandalas. Elas acalmam, auxiliam a conectar-se com a sua energia interior permitindo conhecer outros aspectos de si mesmo. Uma tarde harmoniosa de integração familiar.


ANA BACH – sou psicóloga clínica, comecei fazendo teatro em 84; trabalho com a voz fazendo locuções desde 89. Estudo, crio e facilito oficinas de mandalas e de práticas meditativas. Uma grande transformação aconteceu aos 42 anos, com o nascimento de minha filha. Fonte de inspiração renovadora me guia desde então em escolhas ativistas e regeneradoras que valorizem o feminino e a maternidade.

anabach.blogspot.com
11 7979-3132
www.clubedavoz.com.br/anabach

Dia: 07/07, das 14h às 16h.
Aqui no Espaço Nascente.

Investimento:

100 reais para família (3 pessoas: pai, mãe e bebê) / 80 reais (2 pessoas) / 50 reais (1 pessoa)




4 de junho de 2012

O que rolou nesse fim de semana!!!



Musicalização com a Edsângela Holanda

Slingada


Shantala com a Priscila Castanho



Espaço Nascente

Porque usar fraldas de pano?

Há muitos motivos para se usar fraldas de pano, para mim o principal é que não há como nada ser mais suave para a pele de um bebê do que um tecido 100% algodão.

Assim como uma roupa 100% algodão é mais confortável, é a mais indicada para bebes, por ser mais fresca, ter menos chance de dar alergias, a fralda também o é.

Outro motivo é o ecológico: o bebê usa fraldas em media por dois anos ou dois anos e meio, neste período vão para o lixo cerca de cinco mil fraldas descartáveis. Isto representa cerca de 30% de lixo não biodegradável e elas demoram mais de 400 anos para se decompor.

O gasto energético para produção, transporte e descarte das fraldas descartáveis é maior do que o das fraldas de pano. Mesmo considerando que com as fraldas de pano se usa mais água nas lavagens, o gasto energético para sua produção, utilização e descarte destas é menor.

Também há o motivo econômico: durante o período que a criança usa fraldas será gasto cerca de dois ou três mil reais em fraldas descartáveis, enquanto as fraldas de pano podem ser utilizadas varias vezes pela mesma criança e depois ser utilizadas por outras antes de ser descartada.

Apesar das fraldas de pano serem mais caras que uma descartável, elas saem mais baratas no longo prazo, pois serão usadas por muito mais tempo e depois ainda poderão ser reutilizadas por outros bebês.